Wednesday, March 11, 2009

Mais não, por favor!

Julgo ser esta a primeira vez que, neste blogue, falo de futebol. Fico contente com as vitórias do meu clube, não me exalto muito com as derrotas, não fico histérica, não acendo velas e, portanto, não sou fanática. Mas desta vez isto doeu-me um bocado.

Ainda assim, não tenho muito a dizer. É só isto: mais jogos com o Bayern não, por favor! Cada golo foi uma facadinha no coração e, feitas as dolorosas contas, foram muitas facadinhas no espaço de uma semana.

Uma palavrinha para o Miguel Veloso: que tal menos conversa e mais futebol? Acho que o pobre coitado está muito confuso com a sua situação no Sporting.

Espero que nos próximos dias haja mais estaladas e contradições a respeito da Carolina Salgado. Assim sempre penso menos no Sporting, ainda que seja igualmente desagradável pensar no FCP ou no Pinto da Costa. Mas enfim...com a vergonha dos outros posso eu bem e, apesar de tudo, prefiro a minha.

Monday, March 9, 2009

O dinheiro não compra tudo. Confere...

Nestes últimos meses conheci e cruzei-me diariamente com centenas de pessoas, nomeadamente colegas de trabalho, funcionários do hospital, doentes, familiares dos doentes, amigos e amigas.

E é com muito espanto que verifico que a minha avó tem toda a razão quando me diz que o dinheiro não compra tudo, nomeadamente a educação e já para não falar da saúde e da felicidade. Fico um pouco supreendida com isto porque, apesar de não ter dúvidas de que o dinheiro não compra de forma alguma tudo, sempre pensei que facilitasse alguma coisa.

De acordo com a minha experiência só posso concluir que quanto maior é a conta bancária, quanto maior é a demonstração pública de riqueza e de posse de bens (sempre materiais, pois este tipo de gente não conhece outros), maior é também a falta de educação e a palermice generalizada.

Estaria a ser muito hipócrita se dissesse que não desejo ter à minha disposição dinheiro suficiente para as minhas coisinhas e para as coisinhas dos meus entes mais queridos, para os quais tenho comprado com muito gosto prendas de aniversário e outros mimos que, até há pouco tempo, não estavam ao meu alcance. Só não desejo é que, por nenhuma razão do mundo, a falta de educação que por aí anda nunca me suba à cabeça...

Wednesday, March 4, 2009

Mais uma vez: os meus vizinhos!

Ontem cheguei do ginásio e avisto a uns escassos metros um lugarzinho porreiro para estacionar o carro. Quando chego ao local do "crime" verifico que vêm uns excelentíssimos vizinhos a sair do prédio que destrancam um carro com o comando à distância. Abro o meu pisca, aguardo que eles saiam e estaciono o carro.

Saliento o facto de que o lugarzinho que avistei inicialmente permaneceu desocupado.

Ora...desligo o carro e as luzes e eis senão quando vejo à minha frente um carro com uma pessoa histérica lá dentro a fazer-me sinais, dos quais não percebi metade.

Nisto toca o telemóvel e eu atendo, enquanto o palerma dos sinais estaciona o carro no lugar que sobejava.

Estava eu alegremente a pôr a conversa em dia com a minha mãe, quando o senhor sai do carro e vem lançado bater na porta do meu carro. Ainda que a medo, interrompi o telefonema e entreabri a porta do carro. A conversa foi mais ou menos isto:

O estúpido: A senhora ocupou o meu lugar! Os outros senhores sairam para eu estacionar!

Eu: Ah, peço desculpa mas não reparei. Também já me aconteceu várias vezes e como havia outro lugar, não percebi que este era para o senhor.

O estúpido: Mas eu queria era o seu lugar. E lá porque lhe aconteceu a si, não quer dizer que me aconteça a mim.

Eu (sem vontade nenhuma de discutir com mais um qualquer parvalhão que mora neste prédio de psicóticos): Olhe desculpe mas estou ao telemóvel. Com licença e boa noite.

Fechei a porta do carro e o estúpido, ao qual eu tinha acabado de assaltar um fantástico lugar para o carro (apesar de haver outro ao lado), continuou muito indignado e sacou de um bloco de notas para apontar a matrícula do meu carro.

E eu saquei do meu telemóvel e apontei a matrícula dele. Nisso ficámos empatados.

Pergunto-me se já terá telefonado para a polícia a reportar o roubo...

Friday, February 20, 2009

Os pratos da minha balança...

...andam a mover-se demasiado e demasiado depressa. E eu não ando muito animada. Deve ter dado para perceber pelo post anterior. Mas, como quase sempre acontece, há qualquer estrelinha que desvia o nosso olhar das coisas más e nos faz ver com clareza todas as coisas boas.

Ultimamente tenho vivido neste equilíbrio, ainda que de forma algo desequilibrada. Acho que o Universo, Deus ou seja lá quem fôr anda a brincar de forma cruel com o meu equilíbrio. Ora me dá algo de bom, ora me tira algo de bom, ora me dá uma mão cheia de chatices.

Em jeito de reflexão: ando um bocado confusa com isto tudo.

Thursday, February 19, 2009

Tudo mal

Está tudo mal na minha vida e à minha volta.

Chego a conclusão que estou num mundo de merda, numa profissão de merda (com muitos colegas de merda), num prédio de merda e que metade deste mundo de merda anda a tentar lixar a outra metade do mundo. Metade essa que, por acaso, é a metade menos merdosa.

Wednesday, February 11, 2009

Mas existem políticos sem manha?




O nosso excelentíssimo Primeiro Ministro indignou-se hoje contra a famosa pergunta que lhe foi feita a propósito dos magistrados envolvidos na investigação do caso Freeport. Para além disso, considerou a mesma insultuosa e "feita com manha".

Ora isto obrigou-me a tentar nomear um político sem manha. Resultado: não consegui. Acho mesmo que tais criaturas não existem.

Para além disso, está indignado com o cartaz da JSD no qual lhe chamam "Pinócrates", que é como quem diz mentiroso. Embora esta seja apenas mais uma, é verdade que existem formas mais simpáticas de lhe chamar mentiroso.

Mas convenhamos que vivemos num país em que a política é feita de forma leviana, sem qualquer respeito, educação ou bom senso. Basta lembrarmo-nos das peixeiradas sistemáticas a que assistimos na Assembleia da Madeira e nas menos sistemáticas que acontecem na Assembleia da República.

Não é só o senhor José Sócrates que mente. O seu antecessor também o fez e o seu sucessor fá-lo-á também. É por isso que ainda não faço a menor ideia de onde colocar a minha cruz nas próximas eleições. Fora dos quadrados parece-me a melhor opção no momento.

Wednesday, February 4, 2009

Mensagem para o meu vizinho de baixo

Quando, no passado mês de Agosto, vim morar para este apartamento foi-me dito que neste prédio só moravam personalidades VIP (leia-se very important people). Até agora ainda não tive o prazer de conhecer nenhuma dessas personalidades. No entanto, conheço muitas personalidades VIPP (leia-se very important psychiatric pathology).

Comecemos pelos meus vizinhos de cima. A senhora gosta muito de sapatos de salto altos. Não a condeno por isso. Eu também gosto. Apenas não faço questão de andar a martelar constantemente no tecto do vizinho de baixo com os meus saltos altos. Essa mesma senhora também gosta muito de bater portas, a qualquer hora do dia. Acho que por isto já posso condená-la, o que por si só não serve de nada.

O filho da vizinha do lado tem, por sua vez, uns problemas comportamentais com consumos de "coisas". Por outro lado, gosta muito de falar alto e em francês ao telemóvel numa clara manifestação de cultura geral de alto nível. Só é pena que intercale o francês fluente com caralhadas bem portuguesas e desagradáveis para os meus ouvidos. Já a vizinha do lado é uma querida e não tem culpa destas coisas. O filho incomoda um bocado mas tolera-se.

Passemos ao meu vizinho de baixo. Aqui tenho que perder um pouco mais de tempo para descrever este filho da puta. Eu podia tentar arranjar um adjectivo para o caracterizar mas de facto não consigo. Só um valente filho da puta me vem bater à porta à 1h da manhã porque acha que eu faço muito barulho. Tendo em conta que eu e os restantes habitantes da casa nos encontrávamos a dormir, só posso concluir que respiro muito alto. Ah não!, também não posso concluir isso porque o filho da puta afirma veementemente que eu estava a arrastar cadeiras e a bater portas.
Não contente com isto, ainda tem o desplante de tocar à campainha da porta do prédio às 6h da manhã até que alguém levante o auscultador e pergunte "quem é?". É então que ele foge. Portanto, além de filho da puta é um cobardolas.
Quando há uma discussão conjugal no prédio, a culpa também é minha. Eu e a minha irmã somos na realidade um casal, apesar de nenhuma nós ter um pénis. Ora...uma discussão conjugal é um óptimo motivo para se bater com a vassoura no tecto do alegado casal, ou seja, no meu tecto.
Este senhor tem uma lista de queixas muito extensa e possivelmente imaginária. Senão vejamos:

1. Ele afirma saber o meu horário de trabalho. Isto é fantástico porque nem eu própria o sei. Talvez porque não tenho horário fixo e os estágios vão variando ao longo do ano. Mas o meu vizinho de baixo é dotado de poderes sobrenaturais. Não duvido!

2. Eu acordo a filha dele 4 vezes por semana, em média.

3. Eu sou responsável por todo o barulho que ele ouve quando está em casa e também por todo o barulho que se ouve no prédio. Já tentei explicar-lhe que ele próprio faz barulho, discute com a mulher e tem dois cães num apartamente exíguo que ladram quando lhes apetece. Não adiantou nada.

4. Eu não posso receber visitas em casa, muito menos pessoas que usem sapatos de sola. Amigas com saltos altos: nem pensar!

5. Eu devia mudar o soalho da casa.

6. Eu devia insonorizar a casa.

Não contente com isto, ameaça acordar-me todos os dias a meio da noite. Já fui à polícia e tentei apresentar queixa mas o senhor polícia, confiante na instituição que representa, diz que não vale a pena.

Não é preciso ser médico para notar aqui alguns traços obsessivos. O meu vizinho de baixo sofre claramente de patologia psiquiátrica grave, a chamada doença obsessivo-compulsiva, e que lhe deve causar muita ansiedade e sofrimento. Isto já para não falar de uma possível esquizofrenia com delírio persecutório e alucinações auditivas.

Segundo a Wikipedia uma obsessão é é um pensamento fixo, recorrente, intrusivo, e geralmente de caráter absurdo; costuma gerar angústia; quando grave, a pessoa somente consegue libertar-se com ajuda profissional.

Portanto, caríssimo vizinho de baixo aqui lhe deixo um desejo e um conselho profissional:

- Vá-se foder;

- Procure um psiquiatra dos bons,

respectivamente.